• São diversos os motivos que levam o Poder Judiciário a retirar uma criança ou adolescente do convívio familiar e encaminhar a um serviço de acolhimento. Muitas vezes essa situação é traumática tanto para os responsáveis, quanto para a criança e, a reaproximação nem sempre acontecesse da melhor forma.

    E é exatamente para amenizar este sofrimento e oferecer um apoio técnico profissional, que em Três Lagoas, existe o projeto “Reestruturando Lares”. Mantido pela Secretaria Municipal de Assistência Social (SMAS), as equipes das Unidades de Acolhimento Institucional para Crianças e Adolescentes I e II e Serviço de Família Acolhedora se uniram para amparar as famílias que estão temporariamente afastadas dos seus filhos.

    Conforme o diretor de proteção básica, Luís Fernando Tondeli Fochi, este serviço analisa a situação de cada família e os motivos pelos quais a criança foi retirada dos seus cuidados.

    “Cada família passa por uma avaliação, na qual conhecemos suas realidades para identificar os pontos a serem trabalhados. Como o nome já diz, este serviço existe para reestruturar as famílias, na tentativa de eliminar os erros e reaproximar pais e filhos, sempre com foco na garantia da integridade da criança e adolescente”, explicou.

    Aprender a melhorar

    A dona de casa S.S.M, de 29 anos, está há 1 ano e 2 meses no projeto, prazo em que seus filhos foram encaminhados para acolhimento. Ela declara que neste tempo “eu senti que melhorei e muito em todos os aspectos. Estas reuniões me ajudaram a mudar meu comportamento, a ter mais paciência, saber a me posicionar diante de certas ocasiões e, ter postura, inclusive, diante dos meus filhos. Este esforço está me reaproximando cada vez mais dos meus filhos”, comentou emocionada.

    Como funciona

    Este serviço iniciou em 2018, e mais de 30 famílias que participaram dos encontros e avaliações reconquistaram o poder de guarda dos filhos. Porém, só podem participar àqueles que tem a possibilidade de reaver o convívio, excluindo os pais e responsáveis por menores em situação de adoção.

    Atualmente, 16 famílias participam dos encontros que acontecem uma vez por mês. A cada encontro, um novo tema é abordado e discutido por um profissional da área, além das dinâmicas em grupo e troca de vivências.

    Na reunião realizada na última terça-feira (07), o psicólogo da RAPS, Gilmar Lucas palestrou sobre o uso ilícito de drogas. Vale ressaltar que, assim que a família tem a criança retirada do convívio, o serviço é automaticamente oferecido pelas equipes da SMAS.

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