O presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, autorizou na última quarta-feira (22) a nomeação de 1.000 candidatos aprovados além das vagas previstas no edital do concurso para carreiras policiais da Polícia Federal, realizado em 2025. A medida foi formalizada pelo Decreto nº 12.943, publicado em edição extra do Diário Oficial da União.
A iniciativa amplia significativamente o quantitativo originalmente estabelecido e reforça o processo de recomposição do efetivo da instituição, que vinha enfrentando déficit de pessoal nos últimos anos.
Vagas para todas as carreiras
O documento contempla os seguintes cargos:
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Delegados
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Peritos
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Agentes
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Escrivães
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Papiloscopistas
Na prática, a medida duplica o quantitativo de vagas originalmente previsto no edital. Com isso, a Polícia Federal poderá receber um reforço de até 2 mil novos policiais, contribuindo para o fortalecimento institucional e para a ampliação da capacidade de resposta às demandas da sociedade.
Atualmente, parte dos aprovados no certame de 2025 já se encontra em formação na Academia Nacional de Polícia (ANP). São mais de 600 candidatos em curso de formação para o cargo de agente da Polícia Federal, o que representa um avanço concreto no processo de recomposição do efetivo.
Com a autorização prevista no decreto e considerando os candidatos ainda não convocados dentro das vagas iniciais do edital, a Polícia Federal poderá chamar até 1.370 novos servidores ainda este ano.
A distribuição das vagas por carreira prevista no decreto será detalhada em quadro oficial, conforme mencionado no texto da medida.
Além das vagas formalmente liberadas pelo decreto atual, o Governo Federal assumiu o compromisso, junto à direção da Polícia Federal, de autorizar o preenchimento de todos os cargos que estiverem vagos da carreira policial no segundo semestre de 2026.
Esse contingente adicional deverá compor a quarta turma da Academia Nacional de Polícia, prevista para o início de 2027.
A meta final é histórica: pela primeira vez, a Polícia Federal terá todos os seus cargos policiais efetivamente preenchidos, o que representará um marco no fortalecimento da segurança pública e da capacidade investigativa do país.
A medida foi amplamente comemorada por entidades de classe da PF, que há anos denunciam o déficit de pessoal e a sobrecarga de trabalho. A expectativa é que o reforço no efetivo agilize investigações, amplie a presença da PF em regiões estratégicas e fortalece o combate ao crime organizado e à corrupção.
O Ministério da Justiça e Segurança Pública ainda não divulgou um cronograma detalhado das próximas convocações, mas confirmou que os trâmites administrativos já estão em andamento para viabilizar as nomeações ainda em 2026.











