Por que Deolane Bezerra continua presa? Entenda os argumentos da Justiça e a rotina na penitenciária

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A influenciadora digital e advogada Deolane Bezerra continua presa na Penitenciária Feminina de Tupi Paulista, no interior de São Paulo, cidade localizada a cerca de 110 quilômetros de Três Lagoas (MS). A proximidade da unidade prisional com a divisa sul-mato-grossense tem chamado atenção desde a transferência da influenciadora, realizada na última sexta-feira (22).

Segundo informações divulgadas por policiais penais, Deolane não recebeu visitas da família durante o fim de semana e segue cumprindo rotina em cela especial destinada a advogadas presas. O espaço possui cerca de nove metros quadrados e é compartilhado com outra detenta da mesma categoria profissional.

A rotina dentro da unidade começa às 7h, com café da manhã, seguida por períodos de banho de sol, refeições e retorno à cela ao longo do dia. Conforme relatos, Deolane permanece isolada das demais internas da penitenciária.

A influenciadora tem direito a televisão, jogos de tabuleiro, livros e cama separada, mas até esta segunda-feira (25), familiares ainda não haviam levado o aparelho de TV autorizado para a cela.

A defesa da influenciadora entrou com pedidos de habeas corpus para tentar revogar a prisão preventiva, mas os recursos foram negados tanto pelo Tribunal de Justiça de São Paulo quanto pelo ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF).

Deolane foi presa durante a Operação Vérnix, investigação que apura um suposto esquema de lavagem de dinheiro ligado ao Primeiro Comando da Capital (PCC). Segundo as investigações conduzidas pela Polícia Civil e pelo Ministério Público de São Paulo, a influenciadora seria apontada como peça importante no esquema financeiro investigado.

O inquérito aponta que valores ligados à facção criminosa teriam sido movimentados em contas associadas à influenciadora, misturados a recursos de outras atividades para dificultar o rastreamento das operações financeiras.

A transferência para Tupi Paulista ocorreu porque o processo tramita na região de Presidente Venceslau, no interior paulista, onde foi expedido o mandado de prisão preventiva. O caso segue sob investigação das autoridades paulistas.

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Edição 277