A morte da sul-mato-grossense Roseli Fernandes de Oliveira Romeiro, de 48 anos, moradora de Jardim, no interior de Mato Grosso do Sul, causou forte comoção entre familiares, amigos e moradores da cidade nesta terça-feira (26). Roseli morreu após passar mal durante complicações decorrentes de um procedimento estético realizado em uma clínica localizada no bairro Brooklin, na Zona Sul de São Paulo.

Segundo informações do boletim de ocorrência registrado pela Polícia Civil paulista, Roseli viajou até a capital paulista para realizar procedimentos estéticos com uma médica em uma sala comercial alugada no edifício Brooklin Office, na Avenida Santo Amaro.
De acordo com o registro policial, a sul-mato-grossense realizou, na segunda-feira (25), um procedimento de remodelação glútea e preenchimento na região posterior das coxas. Conforme relato da médica à polícia, foram aplicados aproximadamente 300 ml de PMMA, substância utilizada em procedimentos estéticos injetáveis.
Após o atendimento, Roseli retornou ao hotel onde estava hospedada acompanhada da filha. Ainda durante a noite, ela começou a sentir fortes dores e entrou em contato com a médica relatando o desconforto. Já na manhã desta terça-feira, o quadro de saúde se agravou rapidamente, com sintomas como falta de ar, fraqueza, suor intenso e aceleração dos batimentos cardíacos.
Segundo depoimento da filha à polícia, Roseli chegou a afirmar que acreditava que iria morrer. A médica então orientou que ela retornasse ao consultório para uma nova avaliação.
Durante o trajeto de aplicativo até a clínica, o estado de saúde da moradora de Jardim piorou drasticamente. Conforme relatado pela motorista à polícia, Roseli estava muito ofegante, dizia repetidamente que iria morrer e acabou perdendo a consciência antes mesmo de chegar ao prédio comercial.
Ao desembarcar no local, ela já estava desacordada. A médica iniciou os primeiros socorros ainda na recepção do edifício até a chegada de equipes do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), que realizaram manobras de reanimação por cerca de 40 minutos. A morte foi constatada às 10h05.
Amigos e familiares lamentaram a morte de Roseli, descrita como uma mulher querida, conhecida e muito estimada em Jardim.
O caso foi registrado pela Polícia Civil de São Paulo como morte suspeita, morte acidental e homicídio culposo por possível inobservância de regra técnica profissional. Exames periciais foram solicitados para determinar a causa da morte e o caso segue sob investigação.
O corpo de Roseli será transladado para Jardim nesta quarta-feira (27). O velório acontecerá na Capela da Pax Universal, mas o horário ainda não havia sido informado até a publicação desta matéria.











