As articulações para a recondução do conselheiro Flávio Esgaib Kayatt à presidência do Tribunal de Contas do Estado de Mato Grosso do Sul (TCE-MS) já estão em andamento e, nos bastidores, o cenário aponta para uma candidatura de consenso. A informação é do jornal Correio do Estado.

Segundo a apuração, a tendência é de que o atual presidente dispute a eleição marcada para o dia 18 de dezembro sem concorrentes, consolidando sua permanência no comando da Corte de Contas por mais um mandato.
Inicialmente, havia a expectativa de que os conselheiros Sérgio de Paula e Marcio Monteiro pudessem entrar na disputa. No entanto, prevaleceu o entendimento de que a continuidade da atual gestão seria o melhor caminho para a instituição.
Sérgio de Paula, que assumiu recentemente a vaga de conselheiro, teria avaliado que ainda não tem tempo suficiente na função para pleitear o principal cargo do TCE-MS. Já Marcio Monteiro considera que a manutenção de Kayatt à frente da presidência garante estabilidade administrativa e continuidade aos projetos em andamento.
De acordo com a reportagem, a definição oficial sobre a composição da chapa deve ocorrer em julho, meses antes da eleição. A expectativa é de que o grupo consolide o acordo em torno do atual presidente, evitando disputas internas.
Flávio Kayatt assumiu a presidência do Tribunal de Contas em 1º de fevereiro de 2025, após ser eleito em sessão realizada em 18 de dezembro de 2024. Na ocasião, a chapa vencedora também foi composta por Jerson Domingos (vice-presidente) e Marcio Monteiro (corregedor-geral) para o biênio 2025-2026.
O mandato atual de Kayatt se estende até 31 de janeiro de 2027. Caso seja confirmado para um novo período à frente da instituição, o conselheiro ampliará sua participação no comando administrativo do órgão responsável pela fiscalização das contas públicas estaduais e municipais.
Mesmo após o término de sua gestão, Kayatt continuará integrando o colegiado do TCE-MS na condição de conselheiro, participando dos julgamentos e das atividades de controle externo.
Procurado pelo Correio do Estado, o atual presidente não quis comentar a movimentação política para a sua permanência à frente da Corte de Contas. Porém, fontes ouvidas pela reportagem asseguraram que já está tudo alinhado para a continuidade dele.
O ambiente de consenso contrasta com o cenário registrado na última sucessão, quando a disputa chegou a ganhar contornos de concorrência entre Kayatt e o então conselheiro Jerson Domingos, que tinha a intenção de continuar como presidente. Na ocasião, após negociações, prevaleceu a composição de uma chapa de consenso, evitando confronto direto nas urnas e garantindo a eleição de Kayatt, com Jerson Domingos assumindo a vice-presidência e Marcio Monteiro a Corregedoria-Geral.
(*) com informações do Correio do Estado











