Divulgação PRF
Uma operação de rotina da Polícia Rodoviária Federal (PRF) terminou com a apreensão de mais de 15 quilos de cocaína e a prisão de duas pessoas na tarde desta quarta-feira (17), na BR-158, em Três Lagoas, Mato Grosso do Sul. A abordagem a uma caminhonete Fiat Strada revelou um sofisticado esquema de transporte de entorpecentes e medicamentos irregulares vindos do Paraguai.
De acordo com a PRF, a fiscalização ocorreu durante um patrulhamento habitual no km da rodovia (informação não divulgada). Ao ser entrevistado, o condutor do veículo declarou que retornava de Ponta Porã, cidade na fronteira com o país vizinho, transportando mercadorias adquiridas no Paraguai. A justificativa vaga e o perfil da viagem levantaram as suspeitas dos agentes, que decidiram aprofundar a vistoria.
Durante a inspeção minuciosa no automóvel, os policiais encontraram os entorpecentes em um compartimento incomum: tabletes de droga estavam escondidos no interior de baterias automotivas, que haviam sido cuidadosamente adaptadas para o transporte clandestino. Ao todo, foram apreendidos 8,3 quilos de pasta base de cocaína e 7,4 quilos de cloridrato de cocaína, somando um total de 15,7 quilos da droga.
Além do carregamento ilícito, os agentes localizaram 12 frascos de medicamentos emagrecedores de origem estrangeira, que estavam sendo transportados sem qualquer tipo de autorização sanitária ou documentação fiscal, caracterizando o descaminho.
Diante dos fatos, o motorista e uma passageira que ocupava o banco do carona receberam voz de prisão em flagrante ainda no local da abordagem. Ambos foram conduzidos à Superintendência da Polícia Federal em Três Lagoas, onde o ocorrido foi registrado e as investigações tiveram início.
A suspeita das autoridades é de que o veículo integrava uma rota logística do crime organizado utilizada para abastecer o mercado ilegal de drogas e produtos contrabandeados na região Centro-Oeste e em outros estados brasileiros, aproveitando a facilidade de acesso à fronteira seca com o Paraguai.
Agora, a Polícia Federal deverá aprofundar as apurações para identificar a origem exata da carga apreendida, o destino final da mercadoria e a possível participação de outros membros da organização criminosa envolvida no esquema. Os presos permanecem à disposição da Justiça e podem responder pelos crimes de tráfico de drogas e associação para o tráfico, com penas que podem ultrapassar os 15 anos de reclusão.