Três_Lagoas_Airport_(TJL),_Mato_Grosso_do_Sul,_Brazil
Mesmo com a inclusão dos aeroportos de Bonito, Dourados e Três Lagoas na primeira etapa do Programa AmpliAR, o Ministério de Portos e Aeroportos informou que continua avaliando alternativas para viabilizar investimentos nos demais aeroportos regionais de Mato Grosso do Sul.
Criado em 2025, o Programa AmpliAR tem como estratégia formar blocos que reúnem aeroportos deficitários e terminais mais rentáveis, aumentando a atratividade para a iniciativa privada. O modelo já foi utilizado na primeira fase da iniciativa, que incorporou 13 aeroportos a contratos de concessão já existentes.
Estudos de pré-viabilidade elaborados pelo Escritório de Parcerias Estratégicas em conjunto com a Infra S.A. identificaram 20 aeroportos sul-mato-grossenses com necessidade de investimentos. Desses, nove foram considerados aptos a atrair recursos privados: Bonito, Dourados, Três Lagoas, Santa Maria (Campo Grande), Chapadão do Sul, Coxim, Porto Murtinho, Naviraí e Nova Andradina. Esses ativos foram apresentados ao mercado durante evento realizado na B3, em outubro de 2025.
Apesar desse levantamento, apenas Bonito, Dourados e Três Lagoas integraram o primeiro bloco de concessão, que será vinculado ao Aeroporto Internacional de Brasília, considerado um ativo com maior demanda e capacidade de atrair investidores.
O projeto prevê investimentos de R$ 857,8 milhões para os dez aeroportos que compõem o bloco. Desse total, R$ 270,2 milhões serão destinados aos três terminais de Mato Grosso do Sul. Três Lagoas receberá o maior volume de recursos, com previsão de R$ 117,2 milhões, seguida por Dourados, com R$ 105,5 milhões, e Bonito, com R$ 47,5 milhões.
Atualmente, o processo de concessão do bloco vinculado ao Aeroporto Internacional de Brasília está em fase de consulta pública na Agência Nacional de Aviação Civil (Anac). A expectativa é de que o leilão seja realizado até o fim de 2026, com contrato de concessão válido até 2037.
Em relação aos aeroportos que ficaram de fora desta primeira etapa, o Ministério de Portos e Aeroportos afirmou que permanece interessado em estruturar novas alternativas para ampliar a sustentabilidade e a eficiência da infraestrutura aeroportuária em Mato Grosso do Sul. Segundo a pasta, a inclusão de novos terminais dependerá de estudos técnicos, da viabilidade econômica, do interesse do mercado e da estratégia de desenvolvimento do setor.
Enquanto isso, os aeroportos não contemplados pelo programa continuarão sob administração dos governos estadual e municipais. O objetivo do governo federal é ampliar a eficiência da malha aeroportuária e criar condições para que cidades estratégicas, como Três Lagoas, possam atrair investimentos e fortalecer a conectividade aérea.