Fachada Primeira DP de Tres Lagoas
Uma mulher de 57 anos perdeu R$ 1.500 após cair em um golpe aplicado por meio do WhatsApp na última quarta-feira (8), em Três Lagoas. A vítima acreditou que estava ajudando a própria filha, mas acabou transferindo o dinheiro para uma conta indicada por criminosos. O caso foi registrado na Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário (DEPAC) como fraude eletrônica e será investigado pela Polícia Civil.
De acordo com o boletim de ocorrência, a mulher estava no trabalho quando recebeu uma mensagem enviada por um número desconhecido. O perfil utilizado pelos golpistas exibia a foto da filha da vítima, o que fez com que ela acreditasse estar conversando com a familiar.
Durante a conversa, o criminoso informou que havia trocado de número e alegou precisar quitar uma conta com urgência. Para convencer a vítima, pediu que ela realizasse um depósito de R$ 1.822, afirmando que o pagamento precisava ser efetuado ainda naquele dia.
Preocupada em ajudar a suposta filha, a mulher foi até uma agência da Caixa Econômica Federal e efetuou um depósito em dinheiro no valor de R$ 1.500 para a conta bancária informada pelo golpista.
A fraude só foi descoberta após a vítima conferir o comprovante da operação e perceber que o nome do beneficiário era de uma pessoa desconhecida. Desconfiada, ela entrou em contato com a filha pelo número habitual e descobriu que nunca havia solicitado qualquer quantia em dinheiro.
À polícia, a mulher relatou que acreditou na história porque a fotografia exibida no perfil do WhatsApp era realmente da filha, o que transmitiu confiança durante toda a conversa.
Esse tipo de crime, conhecido como "golpe do falso WhatsApp", tem se tornado cada vez mais frequente em todo o país. Os criminosos criam uma nova conta no aplicativo utilizando um número diferente, mas copiam a foto e o nome da vítima para enganar familiares e amigos. Em seguida, alegam que trocaram de telefone e fazem pedidos de dinheiro sob o argumento de uma emergência.
Segundo especialistas em segurança digital, os golpistas costumam obter informações e fotografias disponíveis em redes sociais ou provenientes de vazamentos de dados, sem que seja necessário invadir a conta da vítima. O objetivo é explorar a confiança existente entre familiares e amigos para convencer as pessoas a realizar transferências ou depósitos.
A Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) alerta que o número utilizado pelos criminosos não possui qualquer vínculo com a linha telefônica da pessoa que está sendo imitada, embora utilize a mesma imagem de perfil para tornar a fraude mais convincente.
A principal orientação das autoridades é nunca realizar transferências de dinheiro apenas com base em mensagens recebidas por aplicativos. Antes de efetuar qualquer pagamento, é fundamental entrar em contato com o familiar por ligação telefônica ou pelo número já conhecido para confirmar se o pedido é verdadeiro.
Além disso, especialistas recomendam restringir a visualização da foto de perfil apenas aos contatos cadastrados, ativar a confirmação em duas etapas no WhatsApp, evitar compartilhar códigos de verificação e verificar periodicamente quais dispositivos estão conectados à conta.
Quem identificar um perfil falso ou for vítima desse tipo de golpe deve registrar um boletim de ocorrência na Polícia Civil, denunciar o contato diretamente no WhatsApp e avisar familiares e amigos para evitar novas vítimas. Também é possível solicitar a desativação da conta utilizada pelos criminosos junto ao aplicativo.
O caso registrado em Três Lagoas segue sob investigação da Polícia Civil, que busca identificar os responsáveis pela fraude.